Publicidade

Claudio Cupertino recebe prêmio por exposição em Paris

Artista foi agraciado com o 1º lugar no Prêmio Mundial de Arte Contemporânea 2018, no Salon International D'Art Contemporain do Louvre

26 de Outubro, 2017 às 15:30

O artista visual Claudio Cupertino foi condecorado com a Medalha de Honra e o primeiro lugar no Prêmio Mundial de Arte Contemporânea 2018, concedido por membros da equipe organizadora, jornalistas e críticos de arte do júri do 21º Salão Internacional de Arte Contemporânea de Paris, realizado no Museu do Louvre entre os dias 20 e 22 de outubro, no pavilhão destinado a mostras temporárias e feiras. Em Voo Diáfano da Cupergrafia no Louvre, o artista – único brasileiro a expor individualmente no Salão – apresentou dez obras inéditas da série Memórias, em que utiliza a cupergrafia (técnica desenvolvida a partir da litografia). Sua técnica autoral – apresentada como uma espécie de performance na exposição, em que Cupertino retira a tinta do suporte da tela – foi o critério que destacou o artista na premiação.

 

Além das pinturas da série e da instalação/performance, foram expostos dois retratos da amiga Julia Coufal Willms, recentemente produzidos com as mesmas técnicas. Mais de 15 mil pessoas visitaram a mostra, que teve monitoria em informação em português, francês e inglês e um catálogo trilíngue sobre a obra de Cupertino.

 

Com curadoria de Cézar Prestes (foto abaixo), as obras escolhidas para a exposição remetem às memórias de infância do artista e homenageiam também o pai da aviação, Santos Dumont. Utilizando tinta acrílica e folhas de ouro, Cupertino trabalha sobrepondo camadas de tinta para criar uma atmosfera diáfana em suas telas. Essa técnica, nomeada de cupergrafia, parte do processo básico da litografia e tornou-se a marca de seu trabalho.

 
 

 

Inspirações para a série Memórias

 

Os elementos figurativos da série Memórias são os aviões de papel, que remetem de uma forma lúdica e poética à infância humilde do artista, vivida no interior de uma pequena cidade de Minas Gerais. Ao mesmo tempo, os aviões de papel de Cupertino relacionam-se com os voos de Santos Dumont sobre Paris em 1901, quando o pai da aviação circundou a Torre Eiffel com seu dirigível.

 

No que diz respeito ao seu processo de trabalho, Cupertino apresenta mais uma evolução: a pintura agora revela uma inusitada autonomia em relação à tela e ganha vida fora dela. "Inquieto, Cupertino agora questiona a materialidade da pintura e interage com sua criação, transformando essa pintura eventualmente em performance. A pintura pode ser exibida repousando sobre o suporte ou centímetros à frente dele, revelando dois lados do mesmo fazer artístico - diversos e uníssonos ao mesmo tempo, um conjunto que se funde: matéria + arte, como corpo e espírito", afirma o curador.

 

 

Fotos: Diego Cogo/Divulgação

 

Publicidade

MAIS NOTÍCIAS

Publicidade

Publicidade