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Marcelo Rosenbaum

A convite da Tumelero, designer esteve em Porto Alegre no último mês. Na ocasião, conversou com profissionais do segmento e contou detalhes sobre sua carreira e processo criativo

 

“Um fazedor de coisas”. É assim que o designer Marcelo Rosenbaum se define. Sempre com olhar atento e inquieto sobre tudo o que acontece à sua volta, ele acredita no poder transformador do design – e defende essa ideia. O profissional esteve em Porto Alegre (RS) recentemente, a convite da Tumelero, para divulgar o lançamento do programa de relacionamento Obra Prima. Na ocasião, ele participou de um talk show interativo comandado pela arquiteta Aclaene de Mello. Cerca de 300 profissionais, entre designers, decoradores e arquitetos, estiveram presentes no evento e puderam saber mais a respeito da carreira do designer, que hoje está à frente do A Gente Transforma. “Esse projeto surgiu da minha inquietação, ao entender que o design é uma ferramenta de transformação. Com o instituto, vamos às comunidades mais profundas do Brasil, buscamos a valorização do ser humano e de seus saberes ancestrais”, explica Rosenbaum. Nesse processo, ele define a metodologia do Design Essencial como base, visando àquilo que é útil e acessível para as pessoas, a partir de objetos com função e história, além da estética. “Eu decidi assumir o A Gente Transforma como minha forma de agir no mundo”, acrescenta.

A inquietude e a vontade de desbravar cada canto do país em busca de histórias que merecem ser contadas são fortes características em sua personalidade. Nessas idas, a cada descoberta, surgem novas fontes de inspiração. “Eu tenho uma inquietação muito grande, que é fruto dessas observações, de entender qual é a minha posição no mundo, qual é a minha forma de agir, pensando muito nessa questão de como posso ser útil”, avalia.

 

Foto: Douglas Garcia/Divulgação

“Eu me inspiro muito no ser humano e acredito que nessa profissão estamos a serviço do próximo” (Marcelo Rosenbaum)

 

De acordo com ele, tudo é fruto de um longo processo de observação, de buscar entender o próximo e se interessar em fazer parte daquela história. “Entendo que o processo criativo parte de um caos, de um vazio. É como uma folha em branco. A gente parte disso, mas também é preciso entender o contexto, entender para quem estamos trabalhando e tudo o que existe por trás daquela necessidade. Eu me inspiro muito no ser humano e acredito que nessa profissão estamos a serviço do próximo”, diz. Aos 50 anos, Rosenbaum frisa outra responsabilidade da profissão, que é entender que as coisas têm fim e que por isso é preciso conservá-las e pensar nas melhores formas de uso. “Venho de uma geração que achava que as coisas não teriam fim, que nada iria acabar. Mas hoje temos uma nova consciência e estamos mais cientes dessa responsabilidade. Com nosso trabalho, podemos unir as pessoas em torno de um espaço de habitação, podemos levar mais dignidade para o morar”, explica.

 

“O design é uma ferramenta de transformação” (Marcelo Rosenbaum)

 

Sensível, inquieto e criativo. A partir dessas três características de sua personalidade, o designer se propõe a transformar os lugares por onde passa, sempre pensando no próximo e em maneiras de inserir o ser humano em novas oportunidades. “Eu tenho uma sensibilidade muito grande, que é natural de mim. Com ela consigo reconhecer elementos, codificar através da imagem as pessoas em seus próprios contextos. Isso é fruto de muita pesquisa e aprofundamento. E as criações surgem a partir dessas inspirações”, completa.